A inflamação crônica é a base de praticamente todas as doenças. Mas primeiro é bom saber:
O que é inflamação?
Em qualquer infecção ou lesão, nosso organismo desenvolve a inflamação como um mecanismo de defesa que faz parte do processo de cura. Por exemplo, se você torce seu tornozelo e ele incha, isso é um sinal para alertá-lo sobre a lesão no local. Em princípio, ele te ajuda a proteger contra traumas piores. Mas ele pode se tornar um problema quando o agente infeccioso real não foi eliminado – então o corpo sozinho não consegue encerrar a resposta inflamatória. Desse modo, uma inflamação benéfica pode se tornar crônica, e e aí sim é quando inflamação torna-se um problema. Ou seja, a inflamação aguda é um mecanismo de cura, cujo o foco precisa ser tratado ou poderá virar um foco inflamatório crônico.
Um foco de nflamação crônica, mesmo que subclinica, ativa constantemente, gatilhos de sistemas reativos inflamatórios que recrutam secretação de cortizol, como reação natural a um elemento agressor do organismo. Esse processo, por ser constante, promove desregulação do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal, desenvolvendo uma situação de inflamação sistêmica, fragilizando o organismo humano para o surgimento de diversas doenças que somatizam o processo inflamatório:
Aumento de gordura visceral, estresse, diabetes, arteriosclerose, doenças cardíacas, AVC, doenças autoimunes e certos tipos de câncer estão ligados à inflamação crônica.
Grande parte dos estados inflamatórios, estão ligados a alimentação errada, sono insuficiente, intoxicação por poluentes ou metais pesados da água, panelas e alimentos industrializados.
Se você tem um foco inflamatório, você tem um problema. Se você tem um foco inflamatório, come industrializados, dorme mal e se expõe a agentes tóxicos, você é o problema.
Nesse contexto, precisamos ter responsabilidade sobre nossa saúde, assim como gerimos as finanças, a manutenção do carro, as contas, os compromissos. Mas na prática nós cuidamos de tudo isso com atenção, porém, sobre nossa saúde, nos abstemos de responsabilidade e comemos o lixo que for mais rápido e prático de fazer, ou compramos na esquina qualquer coisa, bebemos refrigerantes e álcool e nos fins de semana fazemos da alimentação um mero "esgoto emocional" regado a todo o tipo de lixos alimentares, dormimos mal, ficamos até tarde com telas acesas diante dos olhos, até o dia em que sentimos algo, e então entregamos toda a responsabilidade por nossa saúde, ao bel prazer da indústria farmacêutica.
Está em nossas mãos o melhor plano de saúde que existe: a consciência sobre as necessidades básicas do nosso corpo.
ALIMENTOS ANTIINFLAMATÓRIOS.
Na dieta anti inflamatória, deve-se dar preferência para o consumo de alimentos naturais e anti-inflamatórios, como:
Ervas aromáticas: orégano, tomilho, coentro, salsa, hortelã ou alecrim.
Temperos naturais: açafrão, canela, curry, alho, cravo, gengibre ou cebola.
Peixes ricos em ômega-3: atum, sardinha, cavala e salmão.
Sementes: linhaça, chia, abóbora ou gergelim.
Frutas cítricas: laranja, acerola, goiaba, limão, tangerina ou abacaxi.
Frutas vermelhas: romã, melancia, cereja, morangos, arandos, mirtilos, framboesas ou uvas.
Nozes: amêndoas, castanha do Brasil
Chocolate 80% sem açúcar.
Probióticos: kombucha ou kefir.
Legumes: brócolis, couve-flor, repolho, espinafre, repolho, cenoura e tomate.
Gorduras boas: óleo de coco, azeite de oliva ou azeite de linhaça, abacate.
Vários destes alimentos são ricos em antioxidantes, pois contêm beta-carotenos, polifenóis, antocianinas, entre outros compostos, que conferem propriedades antiinflamatórias.
FUJA DOS ALIMENTOS INFLAMATÓRIOS.
Refrigerantes, frituras, farinha branca, bebidas alcoólicas e alimentos com conservantes são os maiores violões da saúde e da boa forma.
Linguiça, salame, salsicha, presunto e bacon industrializado
Glúten: pães, bolos, pizzas e massas em geral preparadas com farinha branca.
Refrigerantes e bebidas alcoólicas.
Sorvetes.
Leite e derivados.
Alimentos fritos.
Produtos que contém conservantes ou açúcar.
Óleo de soja, canola, girassol etc. Todos os óleos poliinsaturados e gordura vegetal hidrogenada.
Rogério Pletz - Terapia ortomolecular e nutrigenômica.
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